Nos dias 19 e 20 de Junho de 2009 irá decorrer o Baleal Surf Fest, para celebrar os oceanos e chamar a atenção, e principalmente á acção de todas as pessoas que nele se envolvam para os problemas que afectam os cetáceos (ordem biológica que engloba as baleias e os golfinhos), os oceanos, o nosso planeta … que nesta encruzilhada de cadeias de causa e efeito refere-se simplesmente a NÓS!
A situação das populações de grandes baleias é precária. As 12 das 13 espécies de grandes baleias estão protegidas sobre o Apêndice I, ou seja, maior ameaça de extinção da ONU CITES (Convenção Internacional sobre Tráfico de Espécies Ameaçadas, Nações Unidas). E 9 dessas mesmas espécies encontram-se na lista vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Muitas da populações de baleias continuam sem recuperarem da caça implacável a que foram, e ainda o são hoje, lamentavelmente sujeita que reduziram as populações a 10% da biomassa que se pensa ter existido na era pré-baleação industrial.
Nações como o Japão, A Islândia e a Noruega querem ver revogada a moratória instituída em 1986, que proíbe a caça comercial de baleias. Estamos a viver um momento crucial na batalha entre receitas económicas e preservação das espécies de baleias de todo o mundo.
Portugal acolhe este ano a mais importante reunião deste género, o encontro anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que irá decorrer de 22 a 26 de Junho de 2009, onde o futuro das baleias e da própria comissão será decidido.
A sociedade civil tem tido uma histórica intervenção nesta temática e não queríamos deixar passar em branco esta ocasião sem nos manifestarmos em relação a isto. Dia 19 e 20 de Junho na vila do Baleal será realizado o Baleal Surf Fest onde de iram decorrer várias actividades relacionadas com o surf e o ambiente, nomeadamente a preservação dos cetáceos.
Concertos de Música, Actividades de Surf, mostra e criação de Arte, e várias outras manifestações no Local serão o mote para enviarmos uma mensagem clara a todos os comissários dos 85 países que integram a CBI. A moratória de 1986 é hoje mais importante do que nunca e temos que temos de repensar a nossa relação com o meio ambiente e deixarmos de lado o antropocentrismo que conceptualmente define que todos os recursos existentes na terra são para o nosso belo prazer e uso e adoptarmos uma perspectiva mais eco-bio-centrista se queremos perdurar neste planeta.

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